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Demolir : "deitar abaixo, desmantelar,
destruir, derrubar ". |
![]() Demolições: um mundo onde nada se perde, tudo se salva. Uma cadeia que termina na revenda |
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Tenebroso
mistério ! Quebrado um silêncio de 200 anos ! Ossadas humanas no coração
da cidade!
São titulos de jornais do ano de 1948, quando a firma , cujo proprietário era José dos Santos, encontrou num prédio demolido ossadas de seis pessoas. O "encontro macabro" como definia um dos jornais foi no prédio da antiga Brasserie Fasano, à praça Antonio Prado. O jornal A Gazeta contou assim o achado : "... supõe tratar-se de corpos sepultados na Igreja N. S. do Rosário do Homens Pretos, que há mais de duzentos anos foi ali construida, tendo sido demolida no começo do século, para em seu lugar ser erguido o prédio pertencente ao conde de Lara onde se estabeleceu posteriormente a Brasserie Fasano". Foi também da firma de José dos Santos o serviço de demolição, em 1956, do primeiro prédio de construção metálica de São Paulo, retratada em matéria de A Gazeta: |
![]() Jornais importantes que noticiaram achados importantes pelos demolidores |
Chaminé mais alta é demolida |
![]() Demolição mecanizada. |
Os
demolidores convencionais não constumam utilizar máquinas em sua atividade,
por um fator primordial: onde existe esse equipamento não há aproveitamento
de material.
Os casos especiais em que se pode fugir à regra são demolições com prazos urgentíssimos, em que as demolidoras cobram das construtoras proprietárias, pois não terão a receita advinda do material. A utilização de máquinas na demolição sempre tem um custo muito alto para o demolidor. Em geral utilizam-se equipamentos de terraplanagem, pás, escavadeiras e guindastes com peso na ponta, com custos altos de remoção de entulho, além do aluguel e transporte das máquinas. |
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"São Paulo possui uma tradição autofágica, e há falta de consciência
coletiva com o patrimônio urbano".
Não é fácil surgir uma mentalidade social de preservação e as mudanças na legislação precisam partir principalmente da sociedade, numa pressão de baixo para cima. No entanto, o presidente do Condephaat sabe que é urgente essa mudança, criando uma legislação mais avançada, que contemple o proprietário e ao mesmo tempo una a preservação e a inevitável escala do progresso. Há interesse, por parte do Condephaat, em promover acordos (alguns já convertidos) com os proprietários para tentar satisfazer ambos os lados. |
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"Ser
demolidor é agradável", "É uma lição de vida. Aprêndi muito sobre
as pessoas e sobre si mesmo fazendo demolições". |